Se você pedir ao seu assistente pessoal controlado pela voz que lhe dê um relatório sobre o setup de sua detecção de incêndio – “Alexa, qual é o estado do meu sistema de alarme de incêndio?” – você provavelmente não vai receber uma resposta.

Mas isto pode mudar logo – não vai demorar muito até que os sistemas de alarme de incêndio se tornem parte da Internet das Coisas, ou IdC, aquela vasta rede de dispositivos que é conectada com a internet, coletando e compartilhando dados. Quando o sistema de alarme de incêndio e outros sistemas de detecção se juntarem a esta rede, fantásticas possibilidades se abrem.

Já vivemos cercados pela Internet das Coisas. Perguntamos para a Alexa sobre o clima de manhã. Pedimos para o Google Home iniciar um timer enquanto começamos o café da manhã. Quando saímos para caminhada matinal, cada passo é registrado pelo Fitbit. A Internet das Coisas se tornou parte vital de nossa rotina diária.

A Fire Protection Research Foundation reconhece que a edição de 2022 da NFPA 72, Código Nacional de Alarme de Incêndio e Sinalização, precisará ser adaptada para conceitos da IdC e estabeleceu uma força tarefa para avaliar tecnologias emergentes tais como a Energia pela Ethernet (EpE), um sistema que leva energia elétrica pelos cabos de rede dos edifícios. A força tarefa estabelecerá propostas para permitir que o código aceite tanto a EpE como qualquer outra tecnologia que possa emergir para atender as necessidades de nosso sistema de alarme e comunicação.

No passado, o conceito do prédio inteligente lutou para conseguir um espaço na comunidade de construções. Agora, através da IdC, o conceito se tornou uma mais forte e efetiva maneira de reduzir os custos de capital e reduzir em muito os custos operacionais através da integração do equipamento de muitos fabricantes. Com nova tecnologia usando IdC, proprietários de prédios podem reduzir os custos de gerenciamento monitorando a saúde dos sistemas de proteção de incêndios. Tais relatórios ajudarão a reduzir alarmes falsos, limitarão reparos de emergência não programados e a reduzir os custos de serviços pela garantia de que os técnicos tragam a peça certa para o concerto para restaurar o sistema. Usando a IdC, maximizaremos as eficiências com todos os sistemas integrados, o uso de manutenção preditiva garantirá que os nossos sistemas de alarmes de incêndios manterão a confiabilidade operacional num alto nível.

Usando EpE para reduzir cabeamento de conexão e custos associados, os desenvolvedores podem usar o conceito da IdC para criar aplicações únicas que aumentarão a flexibilidade do projeto, reduzindo assim os custos de instalação dos sistemas. O conceito de EpE sozinho revolucionará a maneira que os projetistas e instaladores farão seu trabalho, especialmente para os sistemas de comunicações de emergência.

A força tarefa da Fire Protection Research Foundation já desenvolveu uma minuta do Guia de Desenvolvimento de Produtos e Desenvolvimento de IdC e EpE para aqueles na indústria de alarmes de incêndio que querem desenvolver produtos para as necessidades da indústria. Também desenvolveu Guia para ACJ para Sistemas Utilizando Energia pela Ethernet de Acordo com a NFPA 72, Código Nacional de Alarme de Incêndio e Sinalização. A edição corrente da NFPA 72 trata dos circuitos de Classe N que permitem o uso da ethernet dentro de um prédio para interligar os dispositivos de alarme de incêndio.

Verdadeiros desafios se apresentam quando abraçamos o conceito de IdC, e entre os maiores estão os associados com a segurança cibernética. O Underwriters Laboratories tratou do assunto em sua nova norma, UL 2900-1-2017, Segurança Cibernética de Softwares.

A tecnologia muda com a velocidade da luz, mas com a ajuda da Fire Protection Research Foundation e dos comitês técnicos da NFPA conseguiremos manter o passo.

 

Por Wayne D. Moore